Originalmente publicado por R1cardo: Tem que considerar que os alemães não faziam " rodizio ", voltando p/ casa como instrutores, etc... Acho que o caso mais gritante é do Rudel.
Abs
Sobre isso, lembro de ter visto certa vez um número antigo da revista francesa "Le fana de l'aviation" que questionava esses números altos dos ases alemães, aliás esse questionamento não é de hoje, no livro sobre a Luftwaffe da antiga coleção "história Ilustrada da II Guerra", muitos ases aliados questionavam esses números abatidos, atribuindo eles a propaganda nazista, bem, mas é como disse o Ricardo, os alemães não faziam rodízio, estavam combatendo desde 1939(alguns deles, como Galland, desde a guerra civil espanhola), e quando eram abatidos, caiam no próprio território, voltando naturalmente para combater. Outro fato é que muitos ases eram enviados de um front para outro. As vezes os pilotos aliados começaram a perceber que estavam combatendo os mesmos homens em diferentes fronts, embora no final da guerra, reconheçamos, a qualidade de treinamento do piloto alemão nem se comparava a do início do conflito, pela própria necessidade de se ter mais pilotos no ar.
Mensagens: 753 | Localização: BELÉM | Registrado: 23 February 2007
Sobre isso, lembro de ter visto certa vez um número antigo da revista francesa "Le fana de l'aviation" que questionava esses números altos dos ases alemães, aliás esse questionamento não é de hoje, no livro sobre a Luftwaffe da antiga coleção "história Ilustrada da II Guerra", muitos ases aliados questionavam esses números abatidos, atribuindo eles a propaganda nazista,
Marcio, acho que isso é pura dor de cotovelo! As nações ganhadoras rapidamente contestariam estes números e diriam se tratar apenas de falsa proopaganda alemã. Era fácil fazer isso....Tem um ditado que diz: "quem cala consente". E os russos eram os maiores interessados em desmentir estes números! Não fizeram.... Vai ver contaram o que estava faltando encararam a realidade e esqueceram o assunto !!
Abraço
Mensagens: 3895 | Localização: São Paulo,SP,Brasil | Registrado: 28 August 2003
Em relação a esse assunto, essa desconfiança é antiga. Em seu livro, Drewes resume muito bem quando um oficial aliado disse que as marcações de vitória nos aviões alemães eram falsas.
Drewes disse simplesmente: "Então voltem para suas bases e contem quantos aviões estão faltando".
Drewes disse simplesmente: "Então voltem para suas bases e contem quantos aviões estão faltando".
BOA!!!!!!!!!!!
O Closterman tb disse algo "parecido" para seus alas e parceiros de vôo quando retornou da primeira missão pela RAF. Além de muito assustado pois o combate era muito rápido, tinham muitos aviões e era difícil fixar um alvo se não tivesse um excelente controle da máquina e mental...ele comentou algo assim: Quando vc´s encontrarem "eles" muito cuidado, caiam fora quando se encontrarem em situação complicada, não os enfrentem diretamente, eles são profissionais. Disse isto visto que os pilotos alemães estavam mais bem treinados do que os aliados pois estavam em rotina de treinamento antes da guerra começar; estavam mais preparados eram mais profissionais como pilotos de combate do que os aliados.
Abs,
Hutter
Mensagens: 232 | Localização: São Paulo | Registrado: 05 September 2001
Originalmente publicado por Armando Vieira - Tiger 32: Em relação a esse assunto, essa desconfiança é antiga. Em seu livro, Drewes resume muito bem quando um oficial aliado disse que as marcações de vitória nos aviões alemães eram falsas.
Drewes disse simplesmente: "Então voltem para suas bases e contem quantos aviões estão faltando".
Abraços
Na verdade, esse episódio foi durante um interrogatório feito em 1945 por um oficial inglês que havia dito a Martin Drewes que as altas cifras de aviões abatidos pelos ases alemães não passava de uma grande mentira " então conte quantos bombardeiros estão faltando nas bases inglesas" teria respondido Drewes. como naquela altura do campeonato, com a guerra recém-terminada e certos rancores ainda bem ativos, o ás noturno alemão comeu o pão que a RAF amassou, passando uma boa temporada de trabalhos forçados num campo de prisoneiros ingleses, convenhamos, foi uma brincadeira de mau gosto de herr Drewes....É a velha história, "pinto que está na m.... não pia"
Mensagens: 753 | Localização: BELÉM | Registrado: 23 February 2007
Na verdade não foi brincadeira de mau gosto, ele falou o que realmente aconteceu. O inglês, mesmo estando "por cima da carne seca" tb foi "indelicado" ao fazer certo comentário à um ás. Herr Drewes apenas não foi "politicamente correto", o que não é muito comum hoje em dia! Eu particularmente não gosto de ser "politicamente correto" mas às vezes, infelizmente, tenho que ser. Ele falou o que tinha que falar e pagou devido à situação que se encontrava (prisioneiro), mas falou, tanto que hoje este episódio é lembrado e comentado e se não acontecesse não estaríamos comentando. Eu faria o mesmo, já que está ferrado...ferrado e meio...pelo menos respondeu à altura a uma espécie de menosprezo pela Luftwaffe e acredito que todos nós sabemos que a história não é bem assim.
Abs,
Hutter
Mensagens: 232 | Localização: São Paulo | Registrado: 05 September 2001
Bom Hutter, você está certo que herr Drewes foi politicamente incorreto na sua colocação sobre bombardeiros, mas certamente para o oficial inglês a brincadeira foi de mau gosto sim, especialmente levando-se em consideração as enormes perdas do comando de bombardeiro da RAF para a Nachtjagdwaffe alemã, cada vez mais aguerrida nos últimos anos de guerra, apesar das dificuldades, só em 1943(e corrijam-me se estiver errado), foram mais de 300 bombardeiros, o que não é pouco!Quando fiz minha afirmação, levei em conta o ponto de vista do inglês, que viu na pilheria do ás alemão uma brincadeira sem graça, e como Drewes frisou em seu ótimo livro, esse oficial NÃO tinha senso de humor e certamente deve ter ficado na retaguarda, fosse o interrogador do alemão um aviador que tivesse lutado na guerra, portanto passado pelas mesmas experiências do autor de "Sombras da Noite"(que embora seja um ótimo livro tem um título de filme de terror B)teria deixado passar essa.
Mensagens: 753 | Localização: BELÉM | Registrado: 23 February 2007
É...mas acho que brincadeira maior foi o oficial inglês desconfiar do número dos abates alemães, mas tudo bem. Quem fala o que acha ou o que quer, ouve o que não quer e no caso das perdas inglesas, guerra é guerra, acho que a Luftwaffe não deixaria de mandar Lancasters ou B-17´s para o chão por pena ou pensando em um possível "tratamento amistoso" após a guerra; mesmo porque, os ataques dos Lancs e das B-17´s arrasavam e arrasaram a Alemanha. Tb morreram milhões de civis alemães devido aos ataques diurnos e noturnos, não foram somente civis ingleses que morreram em bombardeios. Veja tb o ponto de vista do Herr Drewes, ele fazia o seu papel e tb via o massacre dentro das cidades alemãs devido aos ataques dos bombers, era preciso se defender e o número alto de abates, por parte da Luftwaffe, foi conseqüencia da guerra, um ataca e o outro se defende; eu disse anteriormente, guerra é guerra e é imparcial pois para mim não existem vencedores, somente perdedores onde na maioria, são civis.
Abs,
Hutter
Mensagens: 232 | Localização: São Paulo | Registrado: 05 September 2001
Verdade Hutter, guerra é guerra, da mesma forma que Herr Drewes via o ponto de vista dele, do seu povo,dos milhares de civis alemães mortos, certamente o oficial aliado também via as tripulações de Lancasters, Halifaxes e Stirlings(sem falar nos De Havillands Mosquitos)que sucumbiram ante a eficiência da artilharia e dos caças noturnos alemães, e quem não nos garante amigo que esse oficial aliado não tinha algum amigo(ou amigos) ou ente querido que estava incluido nessas perdas, talvez por isso ele tenha agido dessa forma, quem poderia saber, pese-se tambem a rivalidade(que ainda existe) entre alemães e ingleses e ainda as cidades inglesas bombardeadas pelos alemães(como por exemplo Coventry, cujo bombardeio em 1940 idealizado pelo general Albert Kesselring foi tão violento que deu origem a uma nova verbete na história das guerras "coventrizar"). De qualquer forma, um fato permanece amigo, e isso você lembrou com toda a propriedade, nas guerras não existem vencedores e quem é mais penalizado é sempre foi e será a população civil, que não tem armas e nem canhões ou mísseis antiaéreos para se defender.
Mensagens: 753 | Localização: BELÉM | Registrado: 23 February 2007