Não. Mas pelo menos metade do curso poderia ser eliminado sem que fizesse falta. Grande parte do que se estuda no curso de medicina (e em outros cursos) não é utilizado e poucos anos depois é esquecido. E não seria difícil comprovar isso.
Discordo. Meu entendimento é que o objetivo do curso universitário é dar uma formação abrangente. Concordo que 70% do que estudei no meu curso de engenharia mecânica não aplico no meu dia a dia, mas isso por que encontrei um nicho profissional que me agrada e resolvi me especializar nele. Tenho colegas que optaram por outras carreiras e aplicam outros conhecimentos. Na sua opinião então os cursos deveriam ser ainda mais especializados?
Abraços, Glehn
Mensagens: 1942 | Localização: Sao Paulo SP | Registrado: 13 January 2004
Não. Mas pelo menos metade do curso poderia ser eliminado sem que fizesse falta. Grande parte do que se estuda no curso de medicina (e em outros cursos) não é utilizado e poucos anos depois é esquecido. E não seria difícil comprovar isso.
Discordo. Meu entendimento é que o objetivo do curso universitário é dar uma formação abrangente. Concordo que 70% do que estudei no meu curso de engenharia mecânica não aplico no meu dia a dia, mas isso por que encontrei um nicho profissional que me agrada e resolvi me especializar nele. Tenho colegas que optaram por outras carreiras e aplicam outros conhecimentos. Na sua opinião então os cursos deveriam ser ainda mais especializados?
Abraços, Glehn
Gastar tempo e dinheiro com algo que não será usado significa desperdício de recursos, ou seja significa ineficiência.
Eficiência significa fazer o máximo usando o mínimo de tempo e recursos !
Na minha opinião muitos cursos poderiam ser mais enxutos e isto não prejudicaria a capacidade de exercer com eficiência várias atividades.
É fácil verificar que uma boa parte do que é visto em muitos cursos de terceiro grau, e que posteriormente não é utilizado, é gradualmente esquecido , até chegar o ponto em que a pessoa tiraria uma nota próxima de zero ( ou mesmo zero), caso fosse feita uma prova com um conteúdo visto no curso , e posteriormente não mais utilizado.
Deslculpe mas continuo discordando. Um aluno em uma faculdade de engenharia não tem como saber que rumo sua carreira irá tomar e quais conhecimentos serão úteis ou não. E nem quem organiza o curso tem condição de fazer isso. Eu acredito que seja preciso ter uma visão abrangente de todo espectro da profissão de engenheiro para se poder decidir qual caminho tomar depois de formado. A lição mais importante que tirei dos meus anos na universidade não foi uma matéria ou outra que eu tenha aprendido. A lição mais importante foi descobrir que eu tenho a capacidade de aprender qualquer coisa a que eu me dedique com empenho. Eu não acho que aprender algo que não será usado profissionalmente seja sinal de ineficiência. Na minha opinião todo aprendizado é válido. E a visão do todo te dá mais alternativas na hora de buscar solução para problemas, que como o Luiz Cata falou, e com razão, é a essência da profissão de engenheiro.
Abraços, Glehn
Mensagens: 1942 | Localização: Sao Paulo SP | Registrado: 13 January 2004
O objetivo da engenharia civil é construir prédios, pontes , estradas e congêneres.
O objetivo de qualquer engenharia é resolver problemas, independente da área, não fale besteiras seu Halder.
O objetivo de qualquer área profissional é resolver problemas.
No caso do eng. civil:
Proteger das intempéries é um problema cuja solução é uma casa ou apartamento.
Transpor um rio é um problema cuja solução é uma ponte.
Transportar pessoas ou mercadorias por via terrestre de uma cidade para outra é um problema cuja solução é uma estrada.
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Saciar o apetite é um problema cuja solução (uma cozinheira sabe) é preparar os alimentos (que já estejam disponíveis).
O que você escreveu foi apenas uma generalização da atividade de um engenheiro ou qualquer outro profissional.
Todas as atividades de um engenheiro civil, que eu descrevi, são atividades que visam a solução de algum problema. Você apenas generalizou o que eu tinha especificado.
É semelhante a dizer que uma atividade profissional satisfaz determinadas necessidades.
Halder Na boa, eu não sei qual é a sua profissão, respeito o seu ponto de vista, mas pelo menos no que se refere à medicina você não tem a mínima noção do que está dizendo. Os primeiros que se queixariam de um curso de medicina demasiado longo e oneroso seriam os próprios médicos, não concorda? Porém todos os médicos que conheço incluindo eu, concordam que os seis anos são necessários, pois precisam de tempo para adquirir experiência e prática com outros médicos antes de assumir a responsabilidade pela vida de uma pessoa. Outros ainda argumentam, talvez com razão, que se deveria estender este tempo.
Você ainda não me respondeu a pergunta que fiz. Qual médico recém formado atenderia o seu filho a beira da morte na emergência? O da escola de 6 anos ou o da de 4 anos?
O que você escreveu foi apenas uma generalização da atividade de um engenheiro ou qualquer outro profissional.
Bixão na boa, entendi tudo que voce falou, mas to sem saco de argumentar sobre a história da engenharia e os seus significados, os motivos porque hoje tem muitas e da onde vem a palavra engenhosidade, engrenagem e por ai vai.
A Engenharia é sim um a ciência que existe para resolver problemas, é só pensar um tiquinho, amanhã desfio o rosário. té mais.
Mensagens: 730 | Localização: Campo Grande-MS | Registrado: 06 April 2008
O projeto é polêmico e contêm aspectos duvidosos. Como também sou psicólogo e minha mulher é fisioterapeuta temos visto isso por outro ângulo.
Como observado aqui, há vinte anos atrás acumpuntura era desprezada pelos médicos. Diria mais, esse profissionais eram taxados como charlatães. Ano passado minha mulher largou uma pós na área já prevendo que ia perder seu dinheiro por causa da gula médica.
Acabei de reler o projeto e a pergunta que nos fazemos é a mesma: os tatuadores serão proibidos ou vão virar empregados dos médicos? Isso porque sei de gente que pratica a acumpuntura e já virou empregado de médico espertalhão. Diga-se de passagem, a acumpuntura não tem absolutamennte mada a ver com a medicina ocidental. Não há a mínima justificativa para ser englobada por esta.
Semana passada fiz uma cintilografia e vou refazer na próxima terça. O carinha não era médico. Era empregado do médico. E aí? Pra quem eu denúncio a pratica ilegal da medicina? Pro conselho que acoberta o médico?
E quem vai passar a dar injeção em paciente? O bonachão que nem aparece no quarto de hospital? Quando há cinco anos (hoje faz aniversário da minha fibrilação) estive internado, tive que brigar para o vigarista aparecer no quarto, e olha que as consultas foram cobradas na fatura.
A comparação com engenheiro é triste e baixa. O engenheiro é profissão de nível superior. É como comparar o médico e o auxiliar de enfermagem. Se vc resolve contruir um prédio e ele lhe cai na cabeça, vai ter que responder independente de ser engenheiro ou não.
Todo mundo sabe que no passado as profissões eram dominadas por mestres. Estas se desenvolveram a tal ponto que a profissão acabou gerando um curso específico.
Recentemente o STF liquidou o curso de jornalismo com o argumento que não há reserva para se escrever na imprensa. Perfeito, também defendo a liberdade de expressão, só espero que não contratem analfabetos que se prestem a falar mal dos desafetos dos donos da imprensa.
Daqui a pouco o contabilista vai entrar na mira de fogo, ou quem sabe o economista. O administrador não serve pra nada mesmo, ninguém vai querer e os engenheiros já dominam o pedaço.
Mas no caso da medicina a lei é desnecessária e o argumento mentiroso. Uma das fontes do direito são os costumes. O médico não pode ser acusado de algo que não fez, ou não estava lá para evitar, ou se extrapolasse suas competências. Não é uma lei como essa que vai lhe garantir direitos que já não sejam de conhecimento geral. Mas pelo visto lhe garante o monopólio dos cargos de direção nas unidades de saúde e em cursos profissionais.
A questão do tempo de curso é polêmica e merece maior atenção. Não vamos achar que curso walita resolve por que isso não é verdade. Você pode estudar 4 anos e ter a mesma carga horária de 6 anos.
O que na verdade precisamos é de um pente fino para tirar os maus profissinais do mercado. Os CRM's são conhecidos por seu corporativismo.
Essa lei ainda terá desdobramentos sérios que os próprios médicos não pensaram. Minha mulher prescreve seu atendimento e constantemente vê erros por parte dos médicos. Ex: paciente com marcapasso com indicação de ondas curtas. Ou paciente com câncer com indicação de tens (Estimulação Nervosa Elétrica Transcutânea). Se ela faz o que o incompetente desastrado manda, pode matar o paciente. Como sou seu advogado já orientei para que recuse o tratamento por inteiro e mande o paciente de volta para o médico.
Mas tem outro aspecto que também vejo. Se o médico acha que o paciente tem que fazer uma acompanhamento psicológico, porque ele mandaria para um profissional de psicologia? Porque não mandar logo para seu amigo psiquiatra (são profissões totalmente distintas, mas como disseram num curso que fiz na FM-UFMG: houve um tempo que psicólogo queria ser psiquiatra e psiquiatra queria ser psicólogo). E tem gente nessa até hoje, ainda o porquê, nenhuma das duas profissões une todo o universo abrangido)
E se o plano de saúde resolver impor dessa forma? Como é que fica?
Pois é, o tema é de complexidade muito maior do que se pensa e a ganância não tem limites.
Eu sou psicólogo. Com mestrado e no meio do doutorado. Estudo (como psicólogo) muito mais Psicologia do que qualquer médico "geral" e, na maioria das vezes, do que qualquer psiquiatra (que é bom em receitar e internar, mas não em resolver o problema). Para ambos os casos, há excessões.
Agora é assim, com essa lei: eu não posso diagnosticar nem atender sem o encaminhamento médico. E se o médico julgar que não é necessário, não encaminhará. E a população que se phoda.
Isso é errado.
(em tempo: não vivo de atendimento clínico, apenas estou usando minha formação para o exemplo).
Mensagens: 4559 | Localização: DILMA 2010 - APAGUE ESSA IDÉIA! | Registrado: 11 July 2002
Essa famigerada lei não pode impedir a liberdade de qualquer um de ti procurar para uma psicoterapia. O problema é como eu disse, se for através de um plano de saúde.
Psiquiatra não entende dessa matéria, os mais novos até leem procurando um esclarecimento, mas como eu digo, é na faculdade que se aprende e onde se debate. Mas nunca temi a concorrência. Por sinal, concorrência maior fazem as igrejas evangélicas com seu discurso fácil e sua psicologia barata. É bom lembrar que nos anos 80 o Vaticano declarou guerra aos psicólogos, pois os fiéis estavam parando de procurar o confissionário. Mas logo desistiram dessa posição.
Originalmente publicado por Genésio: Halder Na boa, eu não sei qual é a sua profissão, respeito o seu ponto de vista, mas pelo menos no que se refere à medicina você não tem a mínima noção do que está dizendo. Os primeiros que se queixariam de um curso de medicina demasiado longo e oneroso seriam os próprios médicos, não concorda? Porém todos os médicos que conheço incluindo eu, concordam que os seis anos são necessários, pois precisam de tempo para adquirir experiência e prática com outros médicos antes de assumir a responsabilidade pela vida de uma pessoa. Outros ainda argumentam, talvez com razão, que se deveria estender este tempo.
Você ainda não me respondeu a pergunta que fiz. Qual médico recém formado atenderia o seu filho a beira da morte na emergência? O da escola de 6 anos ou o da de 4 anos?
Eu respondi de forma indireta, mas respondo de novo:
O critério tempo de curso é insuficiente para avaliar a eficiência do desempenho numa situação concreta.
Um curso poderia ter menos tempo e ainda sim formar um profissional mais eficiente, é fácil encher um curso com coisas irrelevantes e assim inchar a sua carga horária.
Apenas se a maior carga horária correspondesse a uma maior quantidade de conteúdo efetivamente utilizável, é que o maior tempo de curso corresponderia a um possível melhor desmpenho na situação concreta. Neste caso a preferência seria pelo recém formado no curso de 6 anos.
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Fiz Física e posso dizer que para dar aula no ensino médio não se utiliza ~ 35% do conteúdo, e é até para dar aula numa graduação de engenharia civil , não se utiliza a metade do conteúdo estudado ( e na média os alunos dessa matérias de física ministradas na eng. Civil aprendem ~ metade do conteúdo do programa, às vezes nem isso ( e claro que há alunos que ficam acima da média) ).
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Uma forma de testar a relevância profissional de conteúdos ministrados é verificar se o profissional ainda lembra desses conteúdos após determinado tempo de formado.
O que foi visto numa graduação e que realmente é indispensável no exercício de uma profissão não é esquecido.
O que é dispensável é esquecido.
A esses seus colegas que afirmam que tudo que viram é indispensável para o exercício de suas profissões eu gostaria de ver qual seria o resultado de aplicação de provas, 5 anos após formados, com conteúdo que eles tenham visto na graduação e que não tenham utilizado nesses 5 anos .
Você acha que teriam notas altas, médias ou baixas ?
Uma forma de testar a relevância profissional de conteúdos ministrados é verificar se o profissional ainda lembra desses conteúdos após determinado tempo de formado.
Na minha opinião, isso não procede. Como disse antes, o objetivo da Universidade não é dar apenas conhecimento que será útil na profissão que você vai seguir. Ele tem o objetivo de te apresentar uma ampla gama de conhecimentos, para que você possa se decidir que caminho seguir. A maneira que você coloca, parece que as atividades de todo engenheiro são iguais. Ou de todo físico ou de todo médico. Isso nem de longe é verdade.
Abraços, Glehn
Mensagens: 1942 | Localização: Sao Paulo SP | Registrado: 13 January 2004
Originalmente publicado por Sucateiro: Meu caro Jean
Essa famigerada lei não pode impedir a liberdade de qualquer um de ti procurar para uma psicoterapia. O problema é como eu disse, se for através de um plano de saúde.
Acho um absurdo total que uma lei imponha que uma pessoa deva procurar um médico para resolver problemas psicológicos. Isto aumentará inutilmente o custo do tratamento para o paciente. Isto será uma forma artificial do médico auferir mais renda.
E além disso fica implícita uma certa subordinação dos psicólogos, e outros profissionais de saúde, aos médicos . Algo completamente absurdo.
quote:
Originalmente publicado por Sucateiro:
Psiquiatra não entende dessa matéria, os mais novos até leem procurando um esclarecimento, mas como eu digo, é na faculdade que se aprende e onde se debate. Mas nunca temi a concorrência. Por sinal, concorrência maior fazem as igrejas evangélicas com seu discurso fácil e sua psicologia barata. É bom lembrar que nos anos 80 o Vaticano declarou guerra aos psicólogos, pois os fiéis estavam parando de procurar o confissionário. Mas logo desistiram dessa posição.
Abs
Psiquiatra basicamente receita psicotrópicos para os pacientes.
Essa lei ainda terá desdobramentos sérios que os próprios médicos não pensaram. Minha mulher prescreve seu atendimento e constantemente vê erros por parte dos médicos. Ex: paciente com marcapasso com indicação de ondas curtas. Ou paciente com câncer com indicação de tens (Estimulação Nervosa Elétrica Transcutânea). Se ela faz o que o incompetente desastrado manda, pode matar o paciente. Como sou seu advogado já orientei para que recuse o tratamento por inteiro e mande o paciente de volta para o médico.
Este é um exemplo no qual o excesso de regulamentação legal aumenta os custos e gera ineficiência.
A profissional sabe perfeitamente qual o tratamento correto , mas devido a um imposição legal ela tem que mandar o paciente voltar para o médico, e lá vai o paciente perder tempo e dinheiro !
Este é um exemplo no qual o excesso de regulamentação legal aumenta os custos e gera ineficiência.
A profissional sabe perfeitamente qual o tratamento correto , mas devido a um imposição legal ela tem que mandar o paciente voltar para o médico, e lá vai o paciente perder tempo e dinheiro !
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Mais ou menos. Médicos e dentistas possuem conselhos regionais diferenciados: CRM e CROSP, embora ambos estejam assiciados à saúde e são disciplinas bem próximas. Beleza, a população sai ganhando e os profissionais também.
Agora, partindo do seu ponto de vista, por quê não existem conselhos diferenciados entre Arquiteto e Agrônomo?
Acho um absurdo um ciência humana, ter que compartilhar o mesmo conselho com uma ciência mais voltada à biológica.
Onde e quando um engenheiro projetista de sistemas robotizados que estudou engenharia mecatrônica para construir máquinas, teve que compartilhar da política de um conselho gerido por arquiteto paisagista?
O CREA é um absurdo e deveria ser desmembrado em no mínimo três órgaos regulamentadores.
Mensagens: 5451 | Localização: Sampa | Registrado: 27 August 2001