O folclore brasileiro tem muita coisa legal, sim, e nem tudo é feito para se meter medo.
Dos "importados" também canso de ver a história do "Cavaleiro sem Cabeça" e outros quetais... o detalhe é que os caras sabem ganhar dinheiro com isso, e tudo vira produto para ser comercializado, não importa se dá medo nas criancinhas. Business, only business!!
Quando criança eu ganhava doces de montão... nas festas de Cosme e Damião. Também comia doces a rodo nos festas de Reis,comemoradas até hoje no interior de Minas Gerais, no dia 06 de janeiro. Manifestação folclórica que envolve música, dança, religiosidade e festa. É realmente muito legal, mas não leva a chancela do marketing... e vamos comemorando com as cabeças de abóbora...
Quantos de nós nunca tinham ouvido falar nesse tal de Halloween até que a TV o trouxesse? E lá se vão bem uns 20 anos.
E quantas produções a nossa "indústria cultural" trouxe que retratasses esse folclore nacional, nos mesmos 20 anos?
Nada.
E não me digam que não tem dinheiro, isso e aquilo. Tem um caminhão de dinheiro para loiras animando "baixinhos", outro tanto para Big Besteiras Brasil, outro tanto para agremiações religiosas televisivas de diversas matizes, mais outro tanto para filmes que falem de pobre e de perseguidos da ditadura, e por aí vai.
A coisa aqui é tão pobre que se censura o saci, porque fuma, e o negrinho do pastoreio, por se achar que "negrinho" é depreciativo. E depois reclamamos dos que são profissionais divulgando o que é deles, querendo proibir ou vindo com aquelas criações que só Aldo Rebelo pode conceber.
O que fazemos de melhor, miscigenar, tem passado ao largo desse assunto.
Em tempos nem tão remotos, Monteiro Lobato divulgava nosso folclore e nossas raízes, sem se preocupar em proibir o que vinha de fora, muito ao contrário, misturava tudo num balaio bem brasileiro.
Desse modo ele misturava as lendas brasileiras com os clássicos gregos, com o cinema americano, as histórias dos Irmãos Grimm e quem mais chegasse.
Era a maneira inteligente de divulgar e manter as nossas tradições, sem saudosismo ou falsas "boas intenções".
Mensagens: 1965 | Localização: São Paulo | Registrado: 16 January 2007
Originalmente publicado por Edubex: Concordo com o Adrix.
Em tempos nem tão remotos, Monteiro Lobato divulgava nosso folclore e nossas raízes, sem se preocupar em proibir o que vinha de fora, muito ao contrário, misturava tudo num balaio bem brasileiro.
Desse modo ele misturava as lendas brasileiras com os clássicos gregos, com o cinema americano, as histórias dos Irmãos Grimm e quem mais chegasse.
Era a maneira inteligente de divulgar e manter as nossas tradições, sem saudosismo ou falsas "boas intenções".
A chave da questao esta nas palavras "divulgacao" e "inteligente"...ta faltando as duas coisas no ensino e na cultura no Brasil...
Na minha epoca a gente tinha uma materia chamada "estudos sociais" em que se via esse tipo de assunto, falando da nossa cultura, civismo, literatura, etc...
Hoje em dia o curriculo escolar nao tem nada que incentive esse tipo de coisas...ou se tem nao e dado a ele o devido peso e importancia...e ai nao adianta espernear que "estamos sendo invadidos", porque na verdade estamos nos deixando invadir...
Edilson
Mensagens: 11252 | Localização: San Pablo - CA - E.U.A | Registrado: 05 June 2000
Concordo com o Adrix e com o Edubex. Eu cultivo essas raízes. Adorava o VERDADEIRO CARNAVAL, com suas músicas maravilhosas cujo repertório era sempre enriquecido por novas músicas que viravam clássicos. Era o momento da loucura consentida, da crÔnica social e política. Gosto do sincretismo cultural, podíamos nos fantasiar de apaches sem perder a brasilidade (e como o Edubex falou, o Lobato soube lançar mão dessa mistura). A turma do pererê, nas revistinhas do Ziraldo eram demais. Aqui no Ceará temos também o maracatu, que é muito bonito, e também tirei muito reisado no dia 6. E qual o garoto que não gosta de brincar com fogueira e acender estrelinhas de São João?
Mensagens: 9010 | Localização: fortaleza | Registrado: 16 January 2005