WEBKITS HOME    FORUM WEBKITS    FORUM  Pule para Categorias de Forum  BUILD-GROUPS  Pule para Foruns  E-GROUP NAVAL    GB 3 - TAIHO - TAMIYA - 1/700
Página 1 2 3 
Ir para
Incluir
Busca
Avisar
Útil
Responder
  
  Entrar/Logar 

2º Tenente Modelista


Foto de luiz monteiro
publicado
TAIHO







Considerado por especialistas como a mais bonita belonave construída pelo Japão durante a WW2, tem como diferencial de projeto o fechamento do espaço entre o casco e o convés de vôo, o que contribuiu notavelmente para sua estética, assemelhando seu perfil ao dos porta-aviões atuais. Seu nome significa GRANDE FENIX.







Foi o primeiro porta-aviões da Marinha Imperial Japonesa (IJN) inteiramente blindado, incluindo o convés de vôo (flight deck), o que representou grande desenvolvimento de projeto, cujo conceito era de continuar operacional, mesmo após o impacto de bombas, torpedos ou tiros diretos de canhões de grosso calibre.







Construído pelo Estaleiro Kawasaki, em Kobe, teve sua quilha batida em 10/07/1941, sendo lançado após quase dois anos, em 07/04/1943 e comissionado em 07/03/1944. Foi afundado em 19/06/1944, após pouco mais de três meses de serviço efetivo, durante a Batalha do Mar das Filipinas (Operação A-Go, que pretendia varrer dos mares a esquadra americana), atingido por um único torpedo disparado pelo submarino americano, Classe Gato, USS Albacore (SS-218).













Detalhe da ponte (esta imagem é do SS-214, USS Cavalla, que afundou o Shokaku):







Outra imagem da Classe Gato:







Fotografia do Tenente Comandante Hugh Raynor Rimmer, Capitão do SS-Albacore:







O SS-Albacore, USS 218, afundou em choque com mina submersa, perdendo-se toda a tripulação.

Para que se entenda um pouco mais a respeito das características do TAIHO, é necessário um breve retrospecto no tempo, mais precisamente 20 anos, quando da Conferência de Washington sobre a limitação de armamentos navais, em 1921, sendo a posição com relação a porta-aviões a seguinte: a Grã-Bretanha tinha dois prontos (ARGUS e EAGLE) e dois em construção ou conversão (HERMES e FURIOUS); os Estados Unidos e o Japão tinham, cada qual, um quase pronto (LANGLEY e HOSHO).

Os termos do Tratado resultante incluíam um acordo para limitar a tonelagem total de porta-aviões a 135.000 para a Grã-Bretanha e Estados Unidos, 81.000 para o Japão e 60.000 para a Itália e a França. O tamanho máximo dos porta-aviões individuais seria restrito a 27.000 toneladas.

Contudo, a marinha americana queria converter dois dos cruzadores que estava construindo, o LEXINGTON e o SARATOGA, que do contrário teriam de ser transformados em sucata. Por isso, ficou estabelecido que as potências signatárias do Tratado podiam construir dois porta-aviões de 33.000 toneladas. Os japoneses também escolheram dois cruzadores inacabados para serem convertidos, o AKAGI e o AMAGI, que já se encontravam 40% construídos, quando este último foi destruído pelo grande terremoto de 1923, tendo sido substituído pelo couraçado, na época também incompleto, KAGA.

Desnecessário dizer que a exceção virou regra, e tais parâmetros não chegaram a ser integralmente observados. O LEXINGTON e o SARATOGA (navios gêmeos) excediam as limitações e, embora os japoneses houvessem lançado ao mar o seu primeiro porta-aviões, o HOSHO, que não excedia a tonelagem permitida, as unidades posteriores eram superiores, em muito, ao limite imposto, uma vez que o AKAGI, comissionado em 27/03/1927, tinha 42.750 toneladas e o KAGA, comissionado em 01/11/1929, tinha 43.650 toneladas.

O LEXINGTON e o SARATOGA operavam 70 aviões cada, sendo que o AKAGI e o KAGA, ligeiramente maiores, 60 aeronaves.

Dentro dos limites unitariamente estabelecidos foram construídos o RYUJO (13.650 toneladas) e o SORYU (19.500 toneladas), muito embora o total previsto, de 81.000 toneladas, já tivesse sido ultrapassado. O Tratado de Washington teve seu prazo de vigência expirado em 1936, quando então se iniciou a construção do HIRYU (pouco mais pesado que o SORYU).

De se observar que os britânicos, entre 1921 a 1936, enquanto perdurou os termos do Tratado de Washington, somente construíram o ARK ROYAL, que era o único porta-aviões da esquadra britânica que não era veterano da Primeira Guerra Mundial, quando a Segunda estourou, em setembro de 1939.

Em 7 de dezembro de 1.941, quando do ataque a Pearl Harbour, a marinha americana tinha 7 porta-aviões e a japonesa 9.

Finalizando esta breve explicação, é interessante observar que o HOSHO, incorporado à IJN em outubro de 1922, foi o primeiro porta-aviões, projetado como tal, a entrar na ativa, antecipando-se ao HERMES britânico em nove meses. Contudo, somente em fins de fevereiro de 1923 foram feitas as primeiras tentativas de pouso e decolagem, por integrantes da Missão Sempill, utilizando-se um Mitsubishi Tipo 10 e um anfíbio Vickers Viking. O HOSHO foi um dos quatro porta-aviões que restaram no fim da WW2, tendo permanecido ativo até 1947, quando foi desmantelado.

Pois bem, dentro deste conceito de corrida armamentista mal disfarçada por manobras diplomáticas, de lado a lado, o TAIHO teve sua construção aprovada em 1939, pelo 4º. Programa Suplementar de modernização da IJN, sendo sua construção entregue à Kawasaki Heavy Industries, constituindo o projeto, em linhas gerais, em modificações, atualizadas, da Classe SHOKAKU.

Em decorrência do programa de modificação e replanejamento da esquadra, de 1.942, o TAIHO passou a ser o primeiro de uma nova geração de porta-aviões da IJN, que incluiria, ainda, modificações em 15 porta-aviões da Classe Hiryu (depois mudada para Classe Unryu) e mais 5 similares ao próprio TAIHO, porém com atualizações.

A blindagem do TAIHO, na linha d’água, variava de um mínimo de 55 mm. (2.2 in), nas proximidades da casa de máquinas, a 152 mm. (6.0 in), protegendo os tanques de combustível. A proteção abaixo da linha d’água foi projetada para resistir a uma carga de 300 kg. (660 lb.), sendo que, internamente, foi construída uma antepara de 40 mm. (1.6 in), contra estilhaços de aço, localizada a 3 metros da parede externa do casco.

O peso do TAIHO, em virtude da blindagem, fazia com que o calado fosse grande, e que o deck do hangar inferior se localizasse praticamente na linha d’água e o poço dos elevadores ficasse abaixo de tal nível, próximos aos depósitos de combustível, sendo o dianteiro de aviação. Tal fato veio a desempenhar papel fundamental na destruição da belonave durante a Batalha do Mar das Filipinas.

Devemos nos lembrar que o TAIHO foi feito para ser inafundável, em combate, e, mesmo quando atingido por bombas/torpedos, foi projetado para continuar operacional, sem perder sequer a velocidade!

Porém, como os projetistas japoneses optaram por priorizar os efeitos causados por bombas e torpedos, no TAIHO, os depósitos de combustível de aviação foram apenas parcialmente blindados, porém com os espaços em torno dos tanques preenchidos com concreto, para proteção contra fragmentos que causassem ignição ao combustível de aviação armazenado, utilizando o único espaço disponível para controle de vazamentos, no caso dos tanques serem danificados ou racharem.

Para melhorar a navegabilidade e o fluxo de ar no deck de popa, a proa do TAIHO foi fechada, até o nível do deck de vôo, dando-lhe uma aparência similar ao britâncio Illustrious.

PROPULSÃO: O TAIHO tinha oito caldeiras a óleo Kanpon RO, capazes de gerar 120.000 kW. Seus quatro conjuntos de turbinas a vapor acionavam, individualmente, uma das hélices, proporcionando a velocidade máxima de 33,3 knots (61,7 km/h). A capacidade máxima de óleo combustível era de 5.700 toneladas, o que lhe dava uma autonomia de 10.000 milhas náuticas (em torno de 19.000 km.), navegando a 18 knots (33 km/h).

CONVÉS DE VOO E HANGARES: O TAIHO foi o primeiro porta-aviões japonês a ter um convés de vôo blindado, projetado para resistir a impactos de bombas de 1.100 libras (500 kg.). A blindagem variava entre 75-80 mm., formando uma tampa protetora para o hangar superior, quando suspenso o elevador, porém com os lados sem blindagem, incluindo o piso. Porém o hangar inferior tinha uma proteção de 32 mm., em toda sua extensão.

Essa mensagem foi editada. Editada por:luiz monteiro,
 
Mensagens: 406 | Registrado: 26 April 2006Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador

General de Brigada Modelista


Foto de Rafael Barouki
publicado Esconder mensagem
Opaaaa...mais um participante....
Maneiro !!!!

Cara, eu acho o IJN Taiho lindo demais. Um dos mais belos porta-aviões.
E caramba, 3 meses de serviço ? Assim como o Shinano, foram afundados por submarinos, e duraram pouco tempo...oh que foda Que saco !!!!
Estou aguardando fotos do kit...
Boa montagem, estarei acompanhando.
Bom fim de semana. Legal !!!


Mata joudo.
 
Mensagens: 2260 | Localização: Blumenau | Registrado: 08 February 2007Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador

General de Divisão Modelista


Foto de oswaldo antonelli
publicado Esconder mensagem
Bela introdução. De olho!
 
Mensagens: 3469 | Localização: são paulo | Registrado: 06 October 2007Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador
Moderador
Embarcações


Foto de Staffa
publicado Esconder mensagem
Excelente introdução Legal !!!

Adoro esse porta-aviões.

Acompanhando !
 
Mensagens: 9222 | Localização: Recife - Pernambuco http://www.geocities.com/velhominas/ http://blogdostaffa.blogspot.com/ http://staffa.nafoto.net | Registrado: 25 May 2005Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador

Marechal I


Foto de paulors
publicado Esconder mensagem
Muito bom!!!!!! Esse GB está fervendo e vai ser uma verdadeira reprodução da Esquadra Combinada.
 
Mensagens: 9442 | Localização: Rio de Janeiro, RJ | Registrado: 22 July 2000Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador

General de Brigada Modelista


Foto de Rafael Barouki
publicado Esconder mensagem
quote:
Originalmente publicado por paulors:
Muito bom!!!!!! Esse GB está fervendo e vai ser uma verdadeira reprodução da Esquadra Combinada.



Podre crer...só falta o Yamato.
Tó pensando em fazer uma foto montagem de nossos navios concluidos...e colocar todos na mesma foto...tipo uma esquadra navegando...

Ps: sim....eu bebi um pouco.
Vamos que vamos...esse GB está rendendo. Captou ???


Mata joudo.
 
Mensagens: 2260 | Localização: Blumenau | Registrado: 08 February 2007Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador

Capitão Modelista


Foto de pederoda
publicado Esconder mensagem
É um belo navio!
E a perda dele dá o que falar.
 
Mensagens: 755 | Localização: São Paulo | Registrado: 05 September 2004Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador

2º Tenente Modelista


Foto de luiz monteiro
publicado Esconder mensagem
Olá, pessoal!

É, Rafael Barouki, podemos acrescentar à lista de torpedeados, entre outros, o Shokaku. Quanto às fotos do kit vou postá-las assim que acabar a introdução. Explico: acabei por me entusiasmar com o GB e estou pensando em fazer uma vinhetinha (Sr. Moderador, se não for possível, por favor me informe), coisa muito simples, mostrando o TAIHO, a silhueta submersa do SS-218, a explosão antecipada do torpedo e o inútil sacrifício pessoal do Sub-Tenente Sakio Komatsu, que arremessou seu avião contra o torpedo, que jamais teria atingido o alvo, uma vez que, como dito, explodiu antes de atingir o navio. E isto precisa ser explicado na introdução, para que se entenda a idéia da montagem.

É alguma coisa mais ou menos assim:





O SS-218 deverá ter apenas a silhueta submersa, servindo o casco para moldar a marca:






Outra vista de conjunto:



Para simular o mar, a velha técnica do silicone, aqui aplicada com um caça-submarino japonês, Classe 13, feito apenas para praticar:







O fundo deverá ser mais claro, senão não poderá ser vista a silhueta do SS-218.


Esta é a idéia básica, caso o Moderador esteja de acordo.

Olá, Oswaldo Antonelli! Seja bem-vindo ( ói nóis de novo na fita, mano!).

Agradeço o prestígio do acompanhamento, Senhor Moderador.

De minha parte, PAULORS vou fazer o possível para integrar esta Esquadra Combinada, mesmo que virtual (Cara, esse Inca Venusiano é muito legal! Só falta o National Kid).

Acho interessante a idéia da foto montagem, Rafael Barouki, unindo todos os trabalhos em uma esquadra virtual.

Em relação ao seu P.S., vou aproveitar para brindar à idéia (Evo Baco!).

Pois é pederoda, acho incrível que toda a preocupação havida desde o projeto, construção, aparelhamento, treinamento de pessoal, que deve ter consumido milhões de homens/hora, visando tornar operacional o TAIHO, com um custo financeiro e social imensos, tenha sucumbido diante da bem intencionada, porém fatal, atitude de ventilar o hangar inferior, espalhando vapores de gasolina de aviação por todo o navio (como é sabido, os vapores de gasolina são altamente inflamáveis e explosivos, razão esta determinante dos pilotos alijarem os drop tanks, antes de entrar em combate. Uma bala traçadora, e já era!).

Isto nos faz refletir a respeito da importância do treinamento, deficiente neste caso (o Shokaku, na mesma Batalha das Marianas, e por razões semelhantes, também foi a pique, ambos no dia 19/06/1944). É claro que existem inúmeras outras razões para terem realizado a ventilação, entre elas a tentativa de subir o elevador nº. 1 (parado a 2 metros do convés, o que interrompeu as operações de decolagem), conserto este que foi feito, normalizando as operações, porém impedindo a ventilação do hangar, agora fechado. O buraco causado pelo impacto do torpedo teve como conseqüência a entrada de água e o afundamento da proa em 1,5 mts., reduzindo a velocidade do TAIHO para 26 knots.

Foi uma pena que um navio construído para ser inafundável, e continuar operando sob condições adversas, tenha sucumbido por uma falha tão imprevisível e em tão pouco tempo (me faz lembrar de outro "inafundável", o Titanic).

Essa mensagem foi editada. Editada por:luiz monteiro,
 
Mensagens: 406 | Registrado: 26 April 2006Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador

Marechal I


Foto de paulors
publicado Esconder mensagem
quote:
De minha parte, PAULORS vou fazer o possível para integrar esta Esquadra Combinada, mesmo que virtual



Claro que vai. E a idéia vinheta é ótima! Muito legal! Parabéns!

quote:
Isto nos faz refletir a respeito da importância do treinamento, deficiente neste caso .


É verdade. A US Navy dava uma importância enorme a este aspecto e a diferença fica evidente se compararmos com o caso do Franklin, que foi transformado em um inferno pela explosão de aviões armados e abastecidos (como os japoneses em Midway) e conseguiu escapar.
 
Mensagens: 9442 | Localização: Rio de Janeiro, RJ | Registrado: 22 July 2000Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador
Moderador
Embarcações


Foto de Staffa
publicado Esconder mensagem
Luiz,

Só não vou permitir a vinheta se você me chamar de Senhor Moderador de novo Maneiro !!!! Maneiro !!!! Maneiro !!!!

Ótima idéia. É claro que pode vinheta Legal !!!
 
Mensagens: 9222 | Localização: Recife - Pernambuco http://www.geocities.com/velhominas/ http://blogdostaffa.blogspot.com/ http://staffa.nafoto.net | Registrado: 25 May 2005Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador

General de Brigada Modelista


Foto de Lucianocf
publicado Esconder mensagem
Luiz,

Ótima escolha para um GB!

O Taiho é um dos meus preferidos, acho-o lindo. E, realmente, foi um disperdício total de esforços seu afundamento tão cedo e de forma tão traumática. Contudo, gostaria de fazer uma ressalva sobre o afundamento do Shokaku, ocorrido na mesma data.

A primeira diz respeito à qualidade da tripulação. A do Shokaku, em que pesem as movimentação que normalmente ocorrem devido a transferência de pessoal mais experiente para navios novos, com o fito de propiciar treinamento e passagem de conhecimento, a tripulação dele, junto com a do Zuikaku eram das mais preparadas para enfrentar os horrores de um incêndio a bordo.

A segunda, é quanto ao número de torpedos recebidos. É certo que foram três, e presume-se que um quarto e talvez até um quinto petardo tenham-no acertado, de uma salva de seis disparada pelo USS Cavalla (se não me falha a memório agora). O primeiro acertou na parte mais "fina" do casco, bem na vante da quilha, abrindo um rombo da direita para esquerda (os disparos foram feitos de estibordo), afundando consideravelmente a proa do navio e tornando sua navegabilidade bem difícil. Os demais acertaram em pontos vitais, um deles justamente nos tanques de combustível (tanto de aviação quanto do próprio navio) locaizado na frente. Segundo consta, o combustível usado pelos navios da IJN nessa época era praticamente bruto, sem refinamento, e portanto altamente volátil, o que contribuiu ainda mais para os danos e dificuldade de seu combate.

Essas considerações que fiz, podes encontrar no tópico sobre porta-aviões da Marinha Japonesa do Combinned Fleet (http://www.combinedfleet.com/kaigun.htm), neste artigo: The sinking of the Shokaku: An Analysis. Prepare-se para relatos horripilantes sobre o afundamento...

Abs,
Luciano
 
Mensagens: 2328 | Localização: Goiânia - Goiás - Brasil | Registrado: 15 August 2003Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador

General de Brigada Modelista


Foto de Rafael Barouki
publicado Esconder mensagem
Relatos horripilantes??? O que seria?? Fiquei com medo agora... Ta loco sô !!!! Ta loco sô !!!! Ta loco sô !!!!


Luiz, achei sua ideia genial. Muito boa. Só não entendi uma coisa. O sub-tenente Sakio Komatsu se jogou contra o torpedo na água?? Caraca... Ta loco sô !!!!

Me impressiona... o nível de patriotismo que eles tinham.
Esse video, de ataques kamikazes, para mim, já diz tudo:
http://www.youtube.com/watch?v=3VWecxRMzmY

Agora, me digam uma coisa. Como é que é essa historia ??
''tenha sucumbido diante da bem intencionada, porém fatal, atitude de ventilar o hangar inferior, espalhando vapores de gasolina de aviação por todo o navio''

Isso é o que eu tó pensando ?


Desculpem, não entendo muito do assunto...mas um dia pretendo chegar lá... Maneiro !!!!
Um abraço.


Mata joudo.
 
Mensagens: 2260 | Localização: Blumenau | Registrado: 08 February 2007Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador

2º Tenente Modelista


Foto de luiz monteiro
publicado Esconder mensagem
Olá, Pessoal!

Parece que a coisa vai render, no mínimo, boas discussões.

Boa lembrança, paulors, o caso do USS Franklin (CV-13) resume exatamente o que eu quis abordar.

Apenas para lembrar, em 19 de março de 1.945 o CV-13 foi atacado por apenas um avião japonês, que lançou duas bombas:

A primeira atravessou o convés de voo, a meia nau, explodindo no hangar e incendiando o segundo e terceiro decks, inutilizando o controle de combate (combat information center).

A segunda bomba penetrou ainda mais profundamente, atingindo dois decks e causando explosão na munição, bombas e foguetes.

No incêndio que se sucedeu, foram perdidas 724 almas.

Apesar das peculiaridades e diferenças das situações, tem-se que o CV-13, apesar de ter sido posto fora de combate, conseguiu voltar para Nova Iorque, para reparos (embora não mais tivesse voltado a operar).

Algumas imagens para que tenhamos uma vaga noção, no conforto dos respectivos lares, do que deve representar tal situação, seja em um vaso americano, japonês ou qualquer outro:













A imagem a seguir, cuja foto foi tirada quando o CV-13 chegava a Nova Iorque, mostra os danos a meia nau, do convés de voo:





Legal Staffa, então, vamos prosseguir com a idéia.

Lucianocf, concordo em genero número e grau que a tripulação do Shokaku tinha muita experiência em controle de danos e incêndio, adquirida na prática, uma vez que já haviam salvado o navio de afundamento certo em duas situações de combate: a primeira na Batalha do Mar de Coral e a outra na de Santa Cruz. Porém a questão dos vapores de gasolina de aviação que se espalharam pelo navio, bem como do óleo bruto de Tarakan, utilizado como combustível pelas caldeiras do Shokaku, além dos gases compartimentados no hangar fechado, que sofreram ignição pela bomba que explodiu no hangar, foram responsáveis pela explosão que praticamente desintegrou a belonave, segundo depoimento de testemunhas.

Aqui a imagem do afundamento (Shokaku sinking, from John Hamilton's "War at Sea."), tirada do sítio eletrônico a que vc. se referiu





Por outro lado, os danos causados ao Shokaku pelos torpedos, independentemente do número, já estavam controlados (apenas a proa é que ainda exigia cuidados). Caso houvesse sido restabelecida a energia elétrica, as bombas provavelmente teriam conseguido manter o navio à tona, e procedido à ventilação do hangar, inclusive com a abertura do elevador, afastando o risco de explosão, que foi o que efetivamente afundou o Shokaku.

A propósito, vale lembrar que o óleo combustível crú, queimado pelas caldeiras dos navios japoneses, em 1.944, conhecido como Tarakan Oil, local de origem, situado no delta do Rio Sesayap, a leste de Borneo. É um óleo leve, composto por frações extremamente voláteis, que permitem seu uso como combustível, em bruto, sem qualquer refino. Porém é muito rico em enxofre, que ataca violentamente o metal das caldeiras, inutilizando-as em pouco tempo. Este é o tipo de combustível em referência.

No mais, agradeço não só o carinho da manifestação, como do endereço eletrônico, que já conhecia.

Entretanto, Luciano, esta é apenas minha opinião, e não pretendo ser o dono da verdade. Creio que estas discussões tendem a enriquecer a matéria, sem contudo nunca esgotá-la, pois tratam-se de fatos históricos, portanto sujeitos a constantes reavaliações.

Rafael Barouki eu acho que todos os relatos, pessoais, de guerra, sempre são horripilantes, em função da própria experiência, em si.

Este pequeno filme de 7:47 min., referente ao ataque, dá uma pálida idéia do que se quis transmitir:

http://www.youtube.com/watch?v=qTAViMX-w6c

Com relação ao Sub Tenente Sakio Komatsu o que aconteceu, segundo consta, foi que, ao decolar, viu a esteira do torpedo em direção ao TAIHO e, então, lançou seu avião contra ele. Porém, o torpedo explodiu antes de atingir o alvo (provavelmente a regulagem era de tempo e não de contacto), mas a aeronave já vinha em queda, e não houve tempo para recuperação, tendo acabado por cair, matando o piloto.

Apesar da inutilidade do sacrifício, me admira a disciplina e o espírito de despreendimento da pessoa, não do BUSHIDÔ, que imola a própria vida, para que outros possam sobreviver. É a doação máxima que alguém pode fazer: morrer, para que outros possam viver.

A questão da ventilação é a seguinte: O TAIHO. pela sua blindagem, e portanto peso, tinha o calado muito alto, ficando o deck do hangar praticamente na linha d'água e o poço dos elevadores abaixo desse nível. Com o impacto do torpedo, abriu-se um rombo no costado, pelo qual entrou água. A mesma explosão rachou os tanques de combustível, que começaram a vazar, misturando-se com a água. Acontece que, entre os tanques e as anteparas, o espaço foi preenchido com concreto, para impedir que estes fossem atingidos por estilhaços, inflamando o combustível ao redor dos depósitos, o que não permitiu fossem localizados os vazamentos. Some-se a isso o fato de que a proa já havia afundado 1,5 metros e o elevador estava emperrado, impossibilitando as operações de decolagem. Quando do conserto do elevador, após uns 30 minutos, este subiu, reconstituíndo a blindagem do convés, porém tornando o hangar um ambiente fechado, sem ventilação. Como solução, a equipe de controle de danos passou a bombear a mistura água/gasolina par o convés, e daí, escoando, para o mar e, ao mesmo tempo, por inexperiência (é a isto que o luciano se refere) abriram o sistema de ventilação, espalhando vapores de gasolina, inclusive de aviação, por todo o navio, fato este desconhecido pelo restante da tripulação. O TAIHO se transformou em uma bomba relógio flutuante! Às 15:30 hs., cinco horas após o impacto do torpedo, ocorreu a primeira explosão, e, segundo testemunha, o convés de voo abriu-se, juntamente com os lados do casco. O navio começou a fazer água e saiu de formação. Após a saída do Almirante Ozawa, que transferiu sua bandeira para o Haguro, houve uma segunda explosão, que ocasionou o afundamento do TAIHO.

Essa é a história da ventilação, Rafael Barouki.

Essa mensagem foi editada. Editada por:luiz monteiro,
 
Mensagens: 406 | Registrado: 26 April 2006Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador

General de Brigada Modelista


Foto de Rafael Barouki
publicado Esconder mensagem
Ué, e essa foto do USS Bunker Hill....olha o tamanho do incêndio...



Sendo que ele foi atingido por 1 kamikaze e por uma bomba lançada por outro kamikaze (que caiu no mar).
Pelo que se vê, é possível concluir que o Bunker Hill também teve os mesmos problemas que o Franklin ??
 
Mensagens: 2260 | Localização: Blumenau | Registrado: 08 February 2007Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador

2º Tenente Modelista


Foto de luiz monteiro
publicado Esconder mensagem
Rafael: Não entendi a questão levantada. Se refere aos fatos horripilantes, mencionados pelo Luciano? À inexperiência da tripulação no controle de danos? Ao incêndio? Ou a que?

A propósito, o Bunker Hill também dá uma bela montagem!
 
Mensagens: 406 | Registrado: 26 April 2006Responder citando esta mensagemEditar ou apagar mensagemEnviar ao moderador
  Powered by Eve Community Página 1 2 3  
 

WEBKITS HOME    FORUM WEBKITS    FORUM  Pule para Categorias de Forum  BUILD-GROUPS  Pule para Foruns  E-GROUP NAVAL    GB 3 - TAIHO - TAMIYA - 1/700

© Webkits 2003