Por favor, gostaria de perguntar aos germanófilos de plantão: Como era o esquema de pintura do Bf 110 G4 do Martin Drewes ??
Seria RLM 75/76 ?? Como era a camuflagem e distribuição das cores ??
Sei que esta pergunta é no mínino estúpida e fácil de ser respondida, mas, eu tinha tudo salvo, e por infelicidade do destino, troquei de PC, e o PC antigo, ficou com o meu tio. Fui na casa dele com um monte de CDs para salvar as fotos, informações e pastas, e reparo que metade havia sido deletada para liberar espaço em disco...me ferrei. E entre essas informações deletadas, estava 1 documento com detalhes a respeito do 110 do Drewes.
Eu quero montar o WD que ele utilizava para fins pessoais, antes de receber os radares e o nariz do E (ou D, não me recordo).
Este é o kit, comprei ele nesse estado. Eu irei refazer ele todo.
Encontrei com o senhor Drewes hoje, e trocamos umas idéias.
Então, seria este o esquema de camuflagem ?? (Favor desconsiderar o ''sharkmouth'').
Muito obrigado.
Mensagens: 2248 | Localização: Blumenau | Registrado: 08 February 2007
Se eu não estive enganado, um dos Me 110 que o Drewes pilotou, foi exatamente este que escaneei há tempos. Seguem indicações das duas únicas cores, que apliquei na ilustração: RLM 76 do avião todo, e o RLM 75 das pintas e estruturas da carlinga. Este era um Me 110G-4b/R3:
Segue o Me 110G-4 comum com pintura de caça noturno que Drewes pilotou:
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Mensagens: 8931 | Localização: Varginha - MG - Brasil | Registrado: 14 March 2004
Esses são perfis elaborados pelo Ian Day,da IPMS UK,que os ilustrou com as informações que passei pra ele,para inclusão no meu artigo sobre o Drewes...aqui ó:
Oi MVTB! Sim, estas ilustrações sairam numa Asas que veio contando a história do ás. Aliás achei agora várias ilustrações dos Me 110G caça noturnos da "Cutting Edge", e lá mostra este G-4 em mais um acréscimo de uma cor, que é o RLM 74 que ia junto da carlinga e capòs e atrás destes. Fiz um acréscimo na ilustração e incluo agora. Consta que era um caça noturno normal e foram retiradas suas antenas e seus equipamentos para caça noturna, com intuito de ficar mais leve para o combate diurno e sua pintura permaneceu:
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Mensagens: 8931 | Localização: Varginha - MG - Brasil | Registrado: 14 March 2004
Uma dúvida. O WD tinha o nariz normal ou o nariz de um E ?? Ele trocou o nariz do WD e colocou radares quando o mesmo perdeu seu Bf110 que usava a noite, ao ser atingido pelos destroços de um Avro Lancaster que havia abatido. Mas o que quero saber é que nos perfis, o nariz dele parece ser de versão antiga, ou seja, de um Bf110 E.
Mensagens: 2248 | Localização: Blumenau | Registrado: 08 February 2007
Já montei 2 110 do Drewes e pelo que sei só existe fotos da aeronave que ele voava em exibições e que tinha as marcas de vitórias no leme. O G-4 que ele vou em missões de combate não existe fotos. Brettas
Mensagens: 3987 | Localização: www.avesdobrasil.com.br | Registrado: 18 January 2008
Os aviões do Martin Drewes ainda merecem um estudo mais aprofundado, visto que ambas as matérias sobre eles citadas nesse tópico ainda perpetuam pequenas inconsistências, tanto pela dificuldade de acesso à informação mais de dez anos atrás, como pelo problema de confrontar o que é dito pelo que é comprovado ou não em fotografias, sem que isso melindre os envolvidos.
Por exemplo, todos os Bf110 no Iraque eram da versão E, não D, o que implica pra quem é mais meticuloso em diferenças como nariz, rodas e outros itens menores. O único deles, o "Belle de Berlin" que foi capturado e testado pelos ingleses, é um E inclusive pela comprovação de seu número de série.
Quando as memórias do piloto são comparadas com dados técnicos a coisa fica mais delicada. Troquei longa série de correspondências com o George Hopp, autor do livreto da Monogram sobre os Bf110G, e ele acha estranha a posição dos canhões na que é citada pelo armeiro do Drewes. Não só não tem como colocar os canhões ali, como isso tornaria impossível a operação dos rádios e radar. Além disso, não há nenhuma vantagem em relação à posição padrão, e essa posição não foi confirmada em fotografias de aviões em operação.
Vejam que à medida que tempo passa, novas informações vão surgindo, e é importante manter vigília sobre esses aspectos. Por exemplo, há pouco tempo foram publicadas fotos novas dos dois aviões, mas isso parece ter passado despercebido pelos autores. As fotos mostram entre outras coisas, que as letras nos aviões não eram pretas (minha opinião é cinza), e AMBOS aviões, tanto o WD quando o MD aparecem com lemes pequenos e não os providos de grandes tabs típicos dos aviões com radar. Eu achei isso surpreendente e fiquei fascinado, mesmo sendo uma peça tão pequena do quebra-cabeças. Infelizmente, nada de mostrar a parte da frente, o que mantém detalhes como armamento utilizado sem comprovação fotográfica.
Por fim, não pretendo com essas considerações colocar em jogo a palavra do Drewes nem de outros pilotos. Isso seria não só uma injustiça e uma indelicadeza, como não traria nenhum benefício a ninguém. Mas, é preciso manter a história aberta, eu gosto muito quando uma foto nova ou documento aparece e mostra que eu pensava em algo diferente, atualizando o que já foi contado.
Não há fotos mostrando a parte frontal da aeronave utilizada por Drewes, é foda.
Pelo que sei, o WD era um G4 padrão, com 2 canhões, e quando ele sofreu um acidente sendo atingido pelos destroços de um Avro Lancaster, ele trocou o nariz do Bf110 G4 por um outro nariz com 4 metralhadoras, pois Drewes preferia esse tipo de armamento. Logo, se for montar um WD, é preciso verificar que houve 2 momentos: antes do acidente, G4 padrão sem radar. Depois do acidente: G4 com nariz de um Bf110 E e com radares, além de outras adaptações. Estou com pressa e não estou com tempo e cabeça para colocar mais observações.
Gostaria de saber a opiniao dos colegas a respeito do nariz do Bf110 G4 WD usado por Drewes.
Obrigado a todos.
Mensagens: 2248 | Localização: Blumenau | Registrado: 08 February 2007
Originalmente publicado por Júlio Urubu: Honestamente, foto ou relato, ambos são suficiêntes para embasar uma montagem. Sem diferenças.
Discordo, a construção do conhecimento histórico, inclusive quando destinado à algo tão específico como a reconstruir a história da evolução de avião, não importando sua destinação, como neste caso a montagem de um modelo, é fruto do cruzamento de fontes variadas, escritas, imagens e relatos, costumamos dizer que quando vc tem apenas uma fonte vc não tem nenhuma simplesmente porque vc não tem como confirmar a veracidade das mesmas, nesta perscpectiva apenas um relato, não seria suficiente, ele é importante sim, mas sozinho não joga luz total sobre o problema, pense na subjetividade de quem fez o relato, quando ele foi feito, na época do ocorrido ou feito décadas depois, qual foi capacidade de retenção de detalhes do passado, como neste caso referente à detalhes técnicos? Se vc monta um modelo baseado apenas num relato sem a confirmação de outras fontes vc vai ter que ter a consciência que o modelo pode estar mais distante do real, do que um outro que teve maior número de referências e fontes históricas. Não vejo isso como nenhum demérito, existem lacunas na construção do conhecimento histórico que talvez nunca sejam compreendidas. Rafael Barouki, quanto a montagem deste me-110, embora nao seja especialista neste avião, mas pelo que tenho visto não existe informação totalmente confiavel, pelo menos por enquanto, sobre o mesmo, neste sentido acho que vc baseado nas informações que vc conseguiu deve fazer da forma que achar mais certo, consciente de que fez seu "dever de casa". Já montei modelos que na época fiz uma pesquisa achei que estava certo mas depois tive acesso a outras fontes que me mostraram que fiz errado, mas paciência isso faz parte do processo, um abraço.
Existe, é claro, a necessidade de maiores e melhores documentos comprobatórios quando se inicia um projeto de montagem de um kit. Em primeiro lugar pelo contexto histórico, em segundo lugar pela necessidade de cada em construir um modelo que realmente represente a aeronave real.
Claro, para comprovação disso, as fotos são fundamentais. Elas são o único documento que realmente comprovam como era uma determinada aeronave, barco, tanque, o que for. É essencial que, para a comprovação, a foto deva estar nítida, ou pelo possibilitar a análise acertada. Aquelas fotos nas quais a aeronave aparece sem nitidez, também dão margem a suposições e debates intermináveis.
Mas existe também o outro lado da moeda. O que fazer quando não existem as fotos? Abandona-se o projeto de montagem e parte para outra? eu normalmente uso os recursos que tenho à mão. Se por um lado não posso comprovar que uma determinada aeronave era exatamente como o kit montado, por outro ninguém pode comprovar que não era. Fica tudo na base da suposição.
Sem as fotos, o recurso utilizado são os relatos. São imprecisos? Obviamente que sim. Mas é o que existe.
o nariz do WD e do MD,conforme a matéria/perfis,é o original de 4 MG´s.
Saliento aqui que a matéria está correta.
Pode usar sem medo...
Grande abraço,
Marcus
Então terei que fazer modificações no meu G4, pois ele tem um nariz com 2 canhões. Pensava que antes do acidente, o WD tinha 1 nariz diferente e que tivesse sido adaptado com um nariz de 4 metralhadoras.
Obrigado pelas observações, Sukoi. Eita...tó com medo de reformar ele e fazer um WD surreal...hehehehe
E concordo com o Armando. Temos que usar o que temos, mesmo que por vezes, seja insuficiente.
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